Reconhecer, respeitar e acolher: direitos reprodutivos das mulheres trans
Falar sobre direitos reprodutivos das mulheres trans é falar sobre saúde, dignidade e acesso à medicina baseada em respeito.
🏳️⚧️ Mulheres trans também podem desejar a maternidade, e esse desejo é legítimo, possível e respaldado pela ciência.
Um ponto pouco discutido é que o planejamento reprodutivo pode (e deve) começar antes de terapias hormonais, quando há desejo de preservação da fertilidade.
O congelamento de sêmen antes do início do tratamento hormonal é uma opção segura e eficaz para quem deseja ter filhos biológicos no futuro. 🔬
Mesmo após anos de terapia hormonal, cada caso deve ser avaliado individualmente.
A interrupção temporária do hormônio, quando desejado e indicado, pode permitir recuperação parcial da produção espermática em alguns casos.
Outro aspecto fundamental é o acolhimento. Barreiras institucionais, desinformação e preconceito ainda afastam mulheres trans dos serviços de saúde reprodutiva.
Um atendimento humanizado reconhece identidade de gênero, respeita escolhas e oferece informação clara, sem julgamentos.💛
Direitos reprodutivos não são privilégios, são parte do cuidado integral em saúde.
E a medicina reprodutiva moderna caminha justamente para incluir, acolher e respeitar todas as trajetórias.
✨ Reproduzir também é um direito de existir com dignidade.
Dra. Larissa Matsumoto | CRM-SP 134.981
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