FIV não é só para quem “tentou tudo”

Existe uma ideia muito comum - e equivocada - de que a fertilização in vitro só deve ser considerada quando “nada mais deu certo”. Mas, na prática clínica, a FIV é uma ferramenta estratégica, não um último recurso.

A ciência mostra que o sucesso reprodutivo está diretamente relacionado ao tempo biológico, à qualidade dos gametas e à causa da infertilidade.

Em situações como idade materna avançada, baixa reserva ovariana, fator masculino significativo, endometriose moderada a grave ou histórico de perdas gestacionais, esperar demais pode reduzir as chances, não aumentá-las.

Outro ponto pouco falado é que a FIV não serve apenas para “conseguir engravidar”, mas para entender o que está acontecendo. Durante o processo, avaliamos resposta ovariana, qualidade dos óvulos, fertilização, desenvolvimento embrionário e implantação.

Muitas respostas que o corpo não dá espontaneamente aparecem durante o tratamento.

Além disso, iniciar a FIV mais cedo pode significar menos ciclos, menos frustração emocional e maior eficiência terapêutica. Não se trata de pular etapas, mas de escolher o caminho mais coerente com a história de cada paciente.

✨ FIV não é sinal de falha. É sinal de estratégia, ciência e cuidado com o tempo reprodutivo.

Dra. Larissa Matsumoto | CRM-SP 134.981

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