Embriões e genética: o que é mito, o que é ciência e o que quase ninguém explica

Quando falamos em embriões e genética, muitas ideias surgem, algumas baseadas em ciência, outras em medo ou desinformação.

🧬 Um dos MITOS mais comuns é acreditar que a análise genética “escolhe bebês perfeitos”.

Na prática, o que a medicina faz é identificar alterações cromossômicas que podem impedir a implantação, causar abortamento ou doenças genéticas graves.

A maior parte das falhas de implantação ocorre por alterações cromossômicas espontâneas, que aumentam naturalmente com a idade materna. Isso não é culpa do corpo, é biologia!

🔬 A análise genética embrionária permite selecionar embriões com maior potencial de desenvolvimento, reduzindo riscos e aumentando taxas de sucesso em tratamentos como a FIV.

Outro ponto pouco falado: um embrião geneticamente alterado nem sempre “parece” diferente no microscópio.

Embriões visualmente lindos podem ter alterações internas, enquanto outros, menos chamativos, podem ser geneticamente normais.

Existe também o mosaico embrionário, quando parte das células é normal e parte alterada. Esses casos exigem avaliação cuidadosa, pois alguns embriões mosaicos podem evoluir para gestações saudáveis, dependendo do tipo de alteração.

Genética não é promessa de sucesso absoluto, mas ferramenta de decisão consciente, especialmente em casos de falhas repetidas, idade avançada ou histórico genético familiar.

✨ Informação genética não tira a magia da vida, ela protege o caminho até ela.

Dra. Larissa Matsumoto | CRM-SP 134.981

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