O uso de ovodoação e ovorecepção: o que preciso saber?

A ovodoação e a ovorecepção são caminhos seguros, éticos e cada vez mais buscados por mulheres que desejam engravidar, mas encontram desafios como baixa reserva ovariana, idade avançada, alterações genéticas ou falhas repetidas de implantação.

Embora o tema ainda gere dúvidas e receios, a medicina reprodutiva evoluiu — e a legislação brasileira oferece regras claras e proteção às pacientes.

No Brasil, o procedimento é regulamentado por normas específicas que determinam que a doação deve ser anônima, voluntária e sem fins lucrativos.

A receptora não tem acesso à identidade da doadora, e vice-versa. O foco é garantir segurança, ética e igualdade.

A compatibilidade é feita com base em características físicas gerais e exames clínicos, sem vínculo emocional ou comercial.

Na prática, a ovodoação funciona de duas formas:

🔹 Doação compartilhada — quando uma paciente realiza FIV e doa parte de seus óvulos, reduzindo custos do tratamento;

🔹 Banco de óvulos — óvulos previamente congelados por doadoras anônimas, agilizando o processo para quem precisa.

Para a receptora, o preparo é simples: envolve avaliação uterina, equilíbrio hormonal e suporte na fase lútea.

Como a idade dos óvulos é o fator mais importante, as taxas de sucesso costumam ser muito superiores quando comparadas à FIV com óvulos próprios após os 40.

Um ponto pouco discutido — mas fundamental — é o aspecto emocional. A gestação por ovodoação não diminui o vínculo: a mãe receptora participa de todas as etapas biológicas da gestação, influenciando epigeneticamente a expressão genética do bebê. Ou seja, ela também deixa sua marca.

✨ Ovodoação não é “último recurso”. É uma chance real, científica e amorosa de construir uma família.

👩🏻‍⚕️ Dra. Larissa Matsumoto | CRM-SP 134.981

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