Congelamento de óvulos: para quem vale a pena?
O congelamento de óvulos deixou de ser apenas uma técnica de preservação da fertilidade e passou a ser uma ferramenta de autonomia.
Mas, afinal, para quem ele realmente vale a pena?
A decisão começa pela idade.
A ciência mostra que a qualidade dos óvulos diminui de forma significativa após os 35 anos, e a queda se acentua depois dos 38. Quanto mais cedo o congelamento é realizado — idealmente entre 30 e 35 anos — maiores as chances de se obter óvulos saudáveis. Porém, isso não significa que mulheres acima dessa faixa não se beneficiem: muitas conseguem resultados expressivos mesmo após os 37, especialmente quando há boa reserva ovariana.
Além da idade, fatores como histórico familiar de menopausa precoce, doenças que afetam a reserva ovariana (como endometriose), ou a necessidade de tratamentos oncológicos, colocam o congelamento como uma estratégia de proteção reprodutiva. No caso da decisão de adiar a maternidade sem abrir mão da possibilidade biológica, o congelamento também é um caminho seguro e validado.
Um ponto pouco discutido é o impacto emocional: para muitas mulheres, congelar óvulos alivia a pressão do tempo e devolve a liberdade de planejar a maternidade com tranquilidade.
Também há a dimensão prática: em alguns casos, o congelamento evita que a gestação seja buscada em fases mais instáveis da vida profissional ou financeira.
Mas é importante ser realista: congelar não garante gravidez futura. Garante chance — e quanto melhores os óvulos obtidos no procedimento, maior ela será.
✨ Congelar óvulos é uma decisão sobre tempo, saúde e autonomia. Cada mulher tem seu momento — e vale a pena conversar para entender qual é o seu.
👩🏻⚕️ Dra. Larissa Matsumoto
Ginecologista e Especialista em Reprodução Humana | CRM-SP 134.981
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