FIV depois dos 42: como os protocolos mudam?
A fertilização in vitro (FIV) é uma das grandes aliadas da medicina reprodutiva, especialmente quando o tempo se torna um fator importante. Mas, após os 42 anos, o caminho até o positivo exige protocolos mais personalizados e decisões ainda mais estratégicas.
A partir dos 40, há uma redução significativa na reserva ovariana e na qualidade dos óvulos, o que impacta diretamente as taxas de sucesso. Segundo dados da Febrasgo, a chance de gestação com óvulos próprios cai de cerca de 20% aos 38 anos para menos de 5% aos 43. Isso não significa que não seja possível engravidar — mas sim que o tratamento precisa ser ajustado ao perfil biológico de cada mulher.
Os protocolos de FIV após os 42 costumam incluir:
🔹 Estímulos ovarianos individualizados, com medicações específicas e acompanhamento rigoroso por ultrassom e dosagens hormonais;
🔹 Suporte à fase lútea otimizado, para favorecer a implantação;
🔹 Avaliação detalhada da receptividade endometrial, da função tireoidiana e da saúde uterina;
🔹 Discussão transparente sobre o uso de óvulos doados, quando indicado, para ampliar as chances de sucesso.
Além do aspecto clínico, há uma dimensão emocional importante: cada tentativa envolve expectativa, autocuidado e acolhimento. A boa notícia é que, com o avanço das técnicas e da individualização dos protocolos, muitas mulheres conseguem realizar o sonho da maternidade mesmo após os 42.
✨ O tempo é um fator, mas não é uma sentença. Cada corpo tem seu ritmo — e o primeiro passo é compreender o seu.
Agende sua consulta e vamos traçar juntas o melhor caminho para o seu positivo.
Dra. Larissa Matsumoto | CRM-SP 134.981
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