E se o problema não estiver nos óvulos… mas no útero?

Quando o positivo não vem, mesmo após ciclos regulares e exames aparentemente normais, é comum que o olhar se volte apenas aos hormônios ou à qualidade dos óvulos.

Mas há um fator menos lembrado — e cada vez mais discutido entre especialistas: o refluxo do endométrio.

O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero e se renova a cada ciclo. Porém, em algumas mulheres, parte desse tecido pode refluir pelas tubas uterinas durante a menstruação, alcançando a cavidade pélvica. Esse processo, conhecido como menstruação retrógrada, pode causar inflamação e alterar o ambiente uterino, interferindo diretamente na implantação embrionária.

Embora a menstruação retrógrada ocorra em muitas mulheres sem gerar problemas, em outras ela pode estar associada à endometriose, à alteração da receptividade endometrial e até à falha de implantação repetida em ciclos de fertilização in vitro (FIV).

Sinais de alerta podem incluir:

  • cólicas menstruais intensas

  • dor durante as relações

  • desconforto intestinal no período menstrual

  • histórico de endometriose.

A investigação é feita por meio de exames de imagem e avaliação detalhada da fase lútea e do endométrio — etapa essencial antes de um novo tratamento.

A boa notícia? Com o diagnóstico correto, é possível controlar o processo inflamatório, otimizar a receptividade uterina e aumentar as chances de implantação bem-sucedida.

✨ O corpo fala — e cada detalhe importa no caminho até o positivo.

Se você suspeita que algo pode estar impedindo a implantação, agende sua consulta e vamos investigar juntas a origem do problema.

Dra. Larissa Matsumoto | CRM-SP 134.981

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