Antidepressivos e fertilidade: é preciso parar o tratamento para fazer FIV?
Receber um diagnóstico de infertilidade já é, por si só, um momento emocionalmente desafiador.
E, para muitas mulheres, surge uma dúvida importante: “Preciso parar o antidepressivo para tentar engravidar ou fazer FIV?”
A resposta, na maioria dos casos, é: não necessariamente.
Estudos recentes mostram que o uso de antidepressivos, especialmente os mais utilizados na prática clínica, não está associado à redução das taxas de gravidez ou de nascido vivo em tratamentos de reprodução assistida .
Ou seja, o tratamento em si não parece prejudicar o resultado da FIV.
Um ponto fundamental é entender que a saúde mental faz parte da saúde reprodutiva. Condições como ansiedade e depressão são frequentes entre pacientes com infertilidade e podem, inclusive, influenciar o funcionamento hormonal e o ciclo menstrual.
Além disso, interromper o uso de antidepressivos sem orientação médica pode trazer riscos importantes, como piora dos sintomas, crises emocionais e impacto na qualidade de vida durante o tratamento.
Outro dado relevante: a própria literatura mostra que a descontinuação do tratamento pode aumentar significativamente o risco de descompensação da saúde mental durante a gestação .
Isso reforça um ponto essencial: cuidar da saúde emocional não é opcional, é parte do tratamento!
Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, considerando o tipo de medicação, a história clínica e o momento da paciente.
O objetivo não é apenas engravidar, mas passar por esse processo com segurança física e emocional.
💬 Se você faz uso de antidepressivos e está planejando engravidar, uma avaliação individualizada pode ajudar a alinhar o cuidado com sua saúde mental e reprodutiva.
*Estudo publicado na Fertility and Sterility (2026), avaliando o impacto do uso de antidepressivos nos resultados da reprodução assistida
Dra. Larissa Matsumoto | CRM-SP 134.981
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